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29/05/2009
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28/05/2009
...um desdém cheio de tédio por eles, que desconhecem que a única realidade para cada um é a sua própria alma, e o resto - o mundo exterior e os outros - um pesadelo inestético, como um resultado nos sonhos de uma indigestão de espírito.
A minha aversão pelo esforço excita-se até ao horror quase gesticulante perante todas as formas de esforço violento. E a guerra, o trabalho produtivo e enérgico, o auxílio aos outros... tudo isto não me parece mais do que o produto de um impudor,
e perante a realidade suprema da minha alma, tudo o que é útil e exterior me sabe a frívolo e trivial ante a soberana e pura grandeza dos meus mais originais e frequentes sonhos. Esses, para mim, são mais reais.'
Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa
27/05/2009
20/05/2009
16/05/2009
'Ontem eu vi um tipo na Avenida,
Depois da bebida,
Perdeu-se em Lisboa.
Ontem, mas bem no centro da cidade,
Bateu-lhe a saudade,
O homem chorava Angola...
Dizia: Táxi, Táxi, vai me leva p'ra Luanda,
Faz buéda tempo que eu não vejo a minha banda
Táxi, Táxi, quero ver minhas praias
Nas pedras da ilha zambóia e takaya'
'Remember, remember the 5th of November,
The Gunpowder Treason and Plot,
I know of no reason
Why the Gunpowder Treason
Should ever be forgot.
Guy Fawkes, Guy Fawkes, t'was his intent
To blow up the King and Parli'ment.
Three-score barrels of powder below
To prove old England's overthrow;
By God's mercy he was catch'd.
With a dark lantern and burning match.
Holloa boys, holloa boys, let the bells ring.
Holloa boys, holloa boys, God save the King!'
14/05/2009
11/05/2009
06/05/2009
– ‘A Perestrelo está com um bronze… Olha aquele biquíni!’.
E eu – tolo desalinhado, entre o céu e a duna, a mortalha e a sopa, envolvido por amigos que fazem filtros e despretensiosos comentários – não vejo a Perestrelo, nem as mamas uns metros abaixo, nem as coxas de ginásio da amiga da namorada do amigo; apenas me deixo cuidar pelo atrevimento dessa magreza no país dos enchidos e do cozido à portuguesa, pelo descabimento da brancura num país de sol, pelo pejo desse riso num país tão grosseiro, pelo andar distraído no país das aparências…
Duma brancura enferma, mas casta. Jactanciosa palidez! Ostenta-a por entre as reproduções aborígenes na trivialidade desse bar onde reina a congeneração e a resignação do que é e ao que é plebeu (a ordinariedade é circular como um calendário, monótona como as conversas suburbanas, contagiosa como a varicela num teatro cheio de miúdos).
Caminha vagarosa e majestática por entre a desatenção geral. Mas a minha está bem presa pelo freio, com as rédeas da soberba, por tudo o que não é saboreado pela boca insulsa, insípida das massas dissaboridas.
Pudera,
– não fosse o embaraço que os actuais laços já me trazem, e a inegável imaturidade para algo mais –
apreciá-la-ia sentado na cama onde dormia, deleitando-me da mesma forma como me deleitaria, assombrado de devoção, ao ver a minha rosa dormir – não fosse a sujidade da idade e a conspurcação do tempo –; e desenhá-la-ia, pintá-la-ia como Otto Dix; esculpi-la-ia como Rodin; dedicar-lhe-ia odes e poemas que falassem de azuis profundos, mitologias bíblicas, chuvas funestas; escrever-lhe-ia uma tragédia onde fosse Naiáde e Nereida, Afrodite e Alcmena… Para apenas reviver, desfalecendo, aquela ténue (e tremendamente volúvel) sensação que nos seda da pungente dor inalienável à vida e da molesta monotonia que nos tempera os dias malquistados – distracção tão imerecida como a Arte – mas que é crime da nossa classe, fulgor deste vanguardismo helénico, indumentado por uma languidez overdósica e adornado pela divagação tão fértil quão absurda, infamemente oprobriosa por jamais saciada.
05/05/2009
Maria Luís Serras Pereira, muy ilustre descendente de Nuno Álvares Pereira, Santo Condestável --- 01:26
01/05/2009
In the cold, coldest of nights
The fire I light, to warm my bones
I've had enough, of the dreadful cold
And from the flames, appears Salome
I stand before her amazed
As she dances and demands
The head of John The Baptist on a plate
In the morning, shaken and disturbed
From under soft white fur
I see the dust in the morning bright sets the room alive
And by the telly appears Salome
I stand before her amazed
As she dances and demands
The head of Isidora Duncan on a plate
Oh, It's Salome
Oh, It's Salome
In the cold, coldest of nights
The fire I light, to warm my bones
I've had enough, of the dreadful cold
And from the flames appears Salome
I stand before her amazed
As she dances and demands
The head of any bastard on a plate
29/04/2009
Poder da Minoria
1/3 X = 2/3 Y
Obteremos, desse modo, uma equação com duas incógnitas, sabendo que a soma das incógnitas x+y é igual a 54. É, por conseguinte, lógica e matematicamente possível o seguinte sistema:
x + y = 54
que, depois de resolvido, nos apresenta X como 36 e Y como 18, resultado que representa matematicamente um empate dentro do critério dos 2/3. Não há, assim sendo, dúvidas que um voto decide, mesmo que o grupo menor varie de 0 a 18!
24/04/2009
'La Liberté Guidant Le Peuple', Eugéne Delacroix, 
onde v é a velocidade da luz e m a massa da onda, c a intensidade da onda e t o preciso instante temporal em que rebenta, x o espaço e alfa é a sua personalidade - o seu movimento linear (vulgo 'balanço' entre massa e velocidade)... cada alfa profetiza a imprevisibilidade do aleatório (!), em milhoes de sistemas de matrizes como:
14/04/2009
zane lowe sessions
Do you know me? I don't think so!
You romanticize the dark and gloomy past
Trying to escape from the underclass
You darkened the bright and beautiful day
You're breaking my heart in every way
And tell me everything is dandy and fine
You're no friend of mine
I took you in and you stole from me
But you still got everything I need
You're walking so tall, you're looking so mean
You're walking so tall, you're looking so mean
But you tell me everything is dandy and fine
You're no friend of mine
Do you know me? I don't think so!
Do you know me? I don't think so!
You romanticize the dark and gloomy past
Trying to escape from the upper class
You darkened the bright and beautiful day
You're fucking up my head in every way
And tell me everything's dandy and fine



